A Lucasfilm Games diz que está mais flexível com a franquia e que ainda vai surpreender os fãs de Star Wars. Quem afirma é Douglas Reilly, executivo da empresa, em entrevista ao The Game Business Show, segundo o GamesRadar e o Insider Gaming. A fala vem depois de dois lançamentos de estúdios menores que foram bem recebidos neste ano: Star Wars: Zero Company e Star Wars: Galactic Racer.
O que Reilly disse
Reilly explicou que essas parcerias vieram de ser mais flexível sobre de quem a Lucasfilm aceita ouvir propostas, já que boas ideias podem surgir de lugares diferentes. Para ele, não é preciso ser um dos cinco maiores publishers do mundo para fazer um ótimo jogo de Star Wars.
Ele ressalvou que a exigência de qualidade continua alta: a empresa quer experiências excelentes e, por isso, costuma trabalhar com equipes mais experientes do que com times novos sem histórico de bons trabalhos. Sobre o futuro, o executivo disse que a Lucasfilm explora todo tipo de parceria, com empresas grandes e pequenas, e que isso deve continuar surpreendendo os fãs.
As frases do executivo
Segundo o GamesRadar e o Insider Gaming, Reilly afirmou: "Você não precisa necessariamente ser um dos cinco maiores publishers para fazer um ótimo jogo de Star Wars". Sobre a qualidade, disse que a empresa tem uma régua alta e quer garantir experiências excelentes. E, sobre o que vem pela frente, afirmou que a Lucasfilm está explorando muitas coisas com parceiros grandes e pequenos e que isso deve continuar surpreendendo quem acompanha a franquia.
A tradução das falas é da Pixelzada. O Insider Gaming descreve a estratégia como a inclusão de estúdios independentes, com projetos grandes e pequenos e parceiros que podem surpreender os fãs.
Os dois jogos que servem de exemplo
- Star Wars: Zero Company é um jogo de tática em turnos que, segundo o GamesRadar, leva a fórmula de XCOM para o universo de Star Wars;
- Star Wars: Galactic Racer é um jogo de corrida arcade feito por parte dos desenvolvedores que trabalharam em Burnout, de acordo com o site.
O GamesRadar diz que os dois receberam críticas muito positivas. O Insider Gaming acrescenta que as notas no Metacritic ficam na casa dos 80, o que os coloca entre os jogos mais bem avaliados de Star Wars em 20 anos.
O fim da exclusividade da EA
O pano de fundo é a mudança de regras. Segundo o GamesRadar, a Disney assinou um acordo de 10 anos que deu à EA os direitos exclusivos de fazer jogos de Star Wars. Esse contrato terminou em 2023, o que abriu espaço para estúdios menores. Foi nesse novo cenário que apareceram propostas diferentes, como as de Zero Company e Galactic Racer.
O que está em desenvolvimento
Os dois sites citam outros projetos da franquia. O GamesRadar lembra que a Respawn, da EA, trabalha em um terceiro jogo da série Star Wars Jedi. Também há Star Wars Eclipse, da Quantic Dream, que, segundo o site, enfrentou um grande obstáculo no começo do verão, quando desenvolvedores planejaram uma greve.
O Insider Gaming diz que, depois de a Quantic Dream decidir encerrar o desenvolvimento de Spellcaster Chronicles, a receita desse jogo ajudaria a financiar o novo Star Wars, e que o ritmo de Eclipse chegou a ser descrito como muito lento. De acordo com relatos, o projeto voltou aos trilhos, mas a informação não foi confirmada pela empresa nos textos consultados.
O que isso significa
Na prática, a mensagem da Lucasfilm é que Star Wars está aberto a parceiros de tamanhos variados, desde que a qualidade seja alta. Reilly não anunciou novos jogos nem citou nomes de estúdios, então tudo o que se pode dizer por enquanto é que a empresa promete novidades. A Pixelzada acompanha o assunto e atualiza esta matéria quando houver anúncios oficiais.


