A dúvida que os fãs levavam desde o anúncio foi respondida três dias antes do lançamento: quem fez o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time para o Switch 2 foi o time de sempre da Nintendo. A empresa publicou a primeira parte de uma série de entrevistas, a Ask the Developer, e confirmou que o jogo vem do grupo de Produção Nº 3 da divisão EPD (Entertainment Planning & Development), segundo a IGN e a GameSpot. O remake chega em 5 de novembro, de acordo com a IGN, a Eurogamer e a GamesRadar.

Quem fez o remake

Segundo a IGN, muitos fãs apostavam em outro estúdio, como a Monolith Soft, de Xenoblade, mas a entrevista confirma que o trabalho está com a EPD Produção Nº 3, o time por trás da maioria dos jogos de Zelda das últimas três décadas. Na primeira parte da série aparecem o produtor Eiji Aonuma e o diretor veterano Hidemaro Fujibayashi, de acordo com a IGN.

A IGN diz que HokWai Ng, Aya Shida, Hiroki Taguchi e Masato Ohashi, do mesmo grupo, também são entrevistados e devem aparecer nas próximas partes. A própria IGN ressalva que ainda não dá para descartar apoio de outras equipes, como a Monolith Soft, porque a lista completa só deve ficar clara quando os créditos forem vistos. A Kotaku, por sua vez, trata a EPD como a equipe responsável pelo jogo.

Por que a Nintendo refez o jogo de novo

Será o segundo remake do clássico, já que o primeiro saiu para o Nintendo 3DS em 2011, segundo a IGN. Aonuma explicou que o aniversário de 40 anos da série foi um dos fatores mais importantes. Ele contou que muitos dos membros atuais do time só trabalharam com os Zelda mais recentes e que ele quis saber se eles entendiam o peso de Ocarina of Time para a série, de acordo com a IGN.

Segundo a Eurogamer, ele disse que reconstruir o jogo por inteiro poderia gerar ideias novas que a equipe leve para os próximos jogos. A IGN acrescenta que o time quis que quem se acostumou com a estrutura aberta de Breath of the Wild e Tears of the Kingdom aproveitasse uma aventura em ritmo mais controlado.

Aonuma queria teletransporte e voltou atrás

O detalhe que mais circulou na imprensa é o do teletransporte. Aonuma contou que, depois de ver muita gente atravessando a Campina de Hyrule rolando sem parar no jogo original, pediu à equipe que criasse pontos de viagem rápida, algo que não existia em 1998, segundo a IGN, a Eurogamer e a Kotaku.

Ao testar, o time percebeu que perdia os momentos de descoberta de parar no caminho e se perguntar o que era aquilo. Nas palavras de Aonuma, citadas pela Eurogamer e pela Kotaku, ele mesmo propôs a ideia, mas acabou mandando tirar todos os pontos. A Kotaku lembra que o jogo original já tem alguma viagem rápida, com canções que levam a cinco dos grandes locais e ao Templo do Tempo.

Mudanças que o remake traz

  • corrida, já que Link poderá correr mais rápido com um recurso de sprint, segundo a IGN;
  • botão de pulo dedicado, de acordo com a IGN;
  • telas de carregamento mantidas de propósito, para preservar a sensação de entrar em uma área nova, segundo a IGN.

A estética é um dos pontos mais debatidos. A diretora de arte Aya Shida disse que o time usou termos como sensação de teatro de marionetes e o toque analógico dos filmes de efeitos práticos no começo da produção, segundo a Eurogamer. Para ela, nenhum dos dois reproduz a realidade como ela é, mas ambos criam a impressão convincente de que os personagens existem em seus mundos de fantasia.

Aonuma está nervoso

A IGN lembra que Aonuma já admitiu estar um pouco nervoso para ver como os fãs vão reagir. Ele também elogiou o resultado, dizendo estar impressionado com a experiência rica que o time criou a partir de um jogo lançado há 28 anos, segundo a IGN. No começo, ele chegou a achar que a equipe poderia fazer mais mudanças, mas disse que ficou claro o quanto o grupo se importava com o original, mais do que imaginava, de acordo com a IGN.

Quem vai jogar, e onde

O remake sai só para o Nintendo Switch 2, em 5 de novembro, segundo a IGN e a GamesRadar. A edição física custa 69,99 dólares nos Estados Unidos, de acordo com a GamesRadar, que também relata que a Amazon e o Walmart já esgotaram as reservas da versão com a caixa de foil texturizado. O Voxel, do Estadão, destaca o jogo como o grande lançamento da semana, ao lado de World of Warcraft: Forever.

O que ainda não se sabe

  • a lista completa de estúdios de apoio, que só deve aparecer nos créditos, segundo a IGN;
  • as falas das próximas partes da entrevista, que ainda serão publicadas pela Nintendo;
  • como o público e a crítica vão receber o remake depois do lançamento.

A Pixelzada atualiza esta matéria quando a Nintendo publicar as próximas partes da entrevista e quando o jogo estiver nas lojas.