O filme live-action de Cyberpunk 2077 não vai ser uma adaptação direta do jogo. Quem disse foi Michał Nowakowski, co-CEO da CD Projekt, em entrevista ao veículo polonês PAP Biznes, segundo a IGN e o PC Gamer. Ele afirmou que a empresa quer contar uma história no mundo de Cyberpunk, mas que ela não será uma tradução um para um da trama do game.
O que o co-CEO disse
Pela fala citada pelas duas publicações, Nowakowski afirmou que, neste momento, só dá para dizer que a CD Projekt definitivamente não quer fazer uma adaptação do jogo. A ideia é ambientar a história no universo de Cyberpunk, mas sem repetir o enredo de V, o mercenário que coloca um chip misterioso na cabeça e passa a ser assombrado pelo fantasma digital de Johnny Silverhand, vivido por Keanu Reeves no jogo, como lembra a IGN.
O PC Gamer conta que a entrevista também explicou a troca de parceiro. O contrato da empresa com a Anonymous Content expirou e, nesse meio-tempo, surgiu a chance de trabalhar com a Paramount Pictures, segundo Nowakowski. Por isso, a CD Projekt decidiu fazer o projeto live-action "em uma nova fórmula". O PC Gamer lembra que o filme com a Anonymous Content foi anunciado em 2023 e acabou não saindo do papel.
Quem está envolvido
A IGN informa que o longa é feito em parceria com a Paramount, hoje sob a bandeira Skydance depois da fusão recente. A produção fica a cargo de Lorenzo di Bonaventura, conhecido pela franquia live-action de Transformers. Os textos consultados não trazem roteirista, diretor, elenco nem data de estreia, e o PC Gamer diz que ainda é cedo demais para saber quando o filme chega aos cinemas.
- Parceira: Paramount, sob a bandeira Skydance, segundo a IGN.
- Produtor: Lorenzo di Bonaventura, de Transformers.
- Abordagem: história nova no mundo de Cyberpunk, sem refazer a trama do jogo.
- Sem data de estreia, diretor ou elenco divulgados.
O precedente de Edgerunners
A IGN compara a estratégia com a do anime. Cyberpunk: Edgerunners, feito com o Studio Trigger, usa locais e personagens do mundo do jogo, mas conta uma história nova com personagens originais. O PC Gamer acrescenta que as adaptações de maior sucesso, como Edgerunners e Resident Evil, pegaram o cenário e o tornaram próprio, o que, na avaliação do autor, foi o que as deixou mais fortes.
A segunda temporada de Edgerunners estreia na Netflix em 20 de outubro, de acordo com a IGN e o PC Gamer. Quem quer rever o universo antes de saber mais do filme tem esse programa pela frente.
Por que isso é uma escolha segura
O PC Gamer opina que evitar a adaptação direta é uma decisão sábia: a história de V já foi contada, e tentar refazê-la no cinema só convidaria comparações pouco gentis. O mesmo texto lembra que Night City tem histórias de sobra e que ainda dá para ligar o filme ao jogo por referências ou aparições. Já a IGN escreve que o autor gostaria de ver Keanu Reeves de volta para contar a história de Silverhand antes de ele virar um chip. São opiniões dos veículos, não promessas da CD Projekt.
A IGN também destaca que o universo criado por Mike Pondsmith, autor do RPG de mesa em que tudo começou, é largo o bastante para histórias originais sobre identidade, autonomia e o corpo como algo que se modifica.
O que mais a CD Projekt tem em andamento
Segundo a IGN, a empresa também anunciou que o trabalho no Project Hadar, seu primeiro jogo em um universo original, começou oficialmente. Até aqui a CD Projekt só tinha jogado em mundos de outros, como os livros de The Witcher e o RPG de mesa de Cyberpunk. A IGN lembra ainda que The Witcher 3 acabou de ganhar um remaster em consoles e PC, que teve problemas com excesso de bloom corrigidos rapidamente, e que Cyberpunk 2 está em produção, mas parece distante.
Para o público brasileiro, os textos consultados não falam de lançamento nem de exibição no país. O que existe até agora é a declaração de intenção: um filme que não vai repetir o jogo. Cabe esperar novos anúncios da CD Projekt e da Paramount para saber que história será essa.


