O Brasil terá 14 veículos no júri do The Game Awards 2026, a terceira maior bancada entre os países representados, atrás apenas de Estados Unidos e Reino Unido, que têm 17 cada. A informação vem do Voxel, do Tecmundo e do Estadão, com base na lista oficial da premiação, e a análise da composição do júri é do Polygon. O Voxel é um dos jurados, o que vale registrar.
Como o Brasil se compara
Segundo o Voxel, a lista de países do júri fica assim:
- Estados Unidos: 17 veículos;
- Reino Unido: 17 veículos;
- Brasil: 14 veículos;
- França: 9 veículos;
- Espanha e México: 7 veículos cada;
- Japão: 6 veículos;
- Argentina e Chile: 4 veículos cada.
O Polygon aponta que o Brasil emergiu como uma terceira potência no voto da premiação, com quatro veículos a mais do que antes, e que a participação de países latino-americanos continua crescendo, chegando a cerca de 21% do júri.
A evolução da bancada brasileira
Em 2018, o Brasil tinha apenas três representantes na votação: o Voxel, o The Enemy e o UOL Jogos, de acordo com o Voxel. Em 2024 eram oito veículos, entre eles Combo Infinito, Flow Games, Game Arena, Jovem Nerd, TechTudo, Terra Game On e Folha de S.Paulo, além do próprio Voxel. Em 2025, a lista passou a ter dez, com a entrada de nomes como Canaltech, Jogabilidade, Nautilus, Omelete e O X do Controle.
Para 2026, o Voxel cita Adrenaline, O Vício e Veja entre as novidades, e o TechTudo voltou à lista depois de ficar de fora da edição anterior. O Voxel também é o único veículo brasileiro no júri de acessibilidade do The Game Awards, categoria em que especialistas avaliam recursos e opções de design que tornam a experiência mais inclusiva para jogadores com deficiência.
Como o júri escolhe os indicados
Conforme a organização do The Game Awards, os indicados à maioria das categorias são escolhidos por um júri internacional com mais de 100 veículos de imprensa e criadores de conteúdo, selecionados com base no histórico de avaliação crítica de jogos. Cada veículo envia uma cédula confidencial com seus cinco favoritos por categoria, sem ordem de preferência. Os cinco jogos que aparecem em mais cédulas viram indicados, e empates podem ampliar a lista.
A organização esclarece que a cédula representa a opinião coletiva da equipe editorial de cada veículo, e não a preferência de uma única pessoa. Cada veículo tem apenas uma cédula.
O que mudou nos Estados Unidos
O Polygon destaca que a presença americana encolheu: nos anos de 2024 e 2025, os veículos dos Estados Unidos ocupavam 24 cadeiras num júri internacional de mais de 130 integrantes, e agora são 17. O Reino Unido subiu de 14 para 17 votos e igualou os americanos pela primeira vez. Segundo o site, saíram do júri nomes como Entertainment Weekly, Esquire, Inverse, Rolling Stone, The Atlantic, Wirecutter e Wired, e o Polygon diz que não sabe explicar o motivo.
O texto também registra que a Europa continental ficou em torno de 27% do júri e que o bloco de língua inglesa, formado por Estados Unidos, Reino Unido, Canadá e Austrália, perdeu peso. A China tem apenas três votos.
O autor do Polygon lembra ainda que, com um júri cada vez mais internacional, os jogos indie podem perder espaço, já que estúdios pequenos raramente conseguem traduzir seus jogos para muitos idiomas. Ao mesmo tempo, ele nota que os vencedores de Jogo do Ano estão mais diversos em país de origem: de 2014 a 2020, jogos americanos levaram o prêmio quatro vezes em sete, e desde então nenhum venceu.
GTA 6 no páreo
O Polygon lembra que a divulgação da composição do júri veio acompanhada de detalhes como a data limite de elegibilidade, e que, como se previa, GTA 6 entra por pouco dentro do prazo. A Pixelzada não tem como saber como o jogo será avaliado, mas isso significa que ele pode aparecer na votação deste ano.


